Grozny, 17 (AE-AP) - A artilharia e aviões de combate russos mantiveram hoje (17) seus ataques nos arredores da capital chechena, enquanto o presidente da república separatista pedia por negociações urgentes para se pôr fim aos combates.
O comandante russo na Chechênia, coronel-general Viktor Kazantsev, disse hoje que suas forças tomaram uma estratégica elevação a cerca de 35 km a noroeste de Grozny, no lado sul do rio Terek que marca o terço norte do território da Chechênia.
Tanques e a artilharia russos também estavam estacionados numa colina perto de Grozny, uma posição que capturaram no sábado.
Apesar de notícias de que tropas russas enfrentaram hoje combatentes chechenos na vila de Shchedrinski, ao norte de Terek, o norte da Chechênia parece estar sob forte controle da Rússia. Kazantsev afirmou que o exército já concluiu a primeira fase de sua estratégia para eliminar militantes islâmicos.
Ainda não está claro o que a Rússia planeja para a segunda fase, mas os dois lados parecem estar se preparando para duros combates. Comandantes russos ainda não disseram se irão tentar capturar Grozny.
O primeiro-ministro Vladimir Putin afirmou à tevê RTR na noite de hoje que a Rússia irá evitar "perdas desnecessárias e tentar excluir vítimas entre a população pacífica", e que não planeja uma operação em larga escala.
Mas a Rússia já tem substancial poder de fogo na Chechênia.
Jatos russos jogaram bombas e lançaram mísseis hoje contra uma fábrica de cimento 25 km ao sul de Grozny, divulgou a agência de notícias Interfax, citando fontes do governo checheno.
Tropas federais bombardearam durante a madrugada uma meia dúzia de vilas nas proximidades de Grozny, informou a agência.
Numa entrevista coletiva, o presidente checheno, Aslan Maskhadov, apelou por conversações, apesar de recusas anteriores do Kremlin, dizendo: "Sou a favor de negociações porque sou um presidente e o povo está sendo morto". Mas, ele afirmou sobre os russos: "Deixem eles atirarem de novo. Estou certo, iremos vencer".
Maskhadov também disse que muitos comandantes chechenos estão insatisfeitos com seu chamado por conversações para se pôr fim aos combates, que eles vêem como um sinal de fraqueza. Maskhadov é considerado um moderado, e o seu governo teria pouco controle sobre comandantes de campo mais militantes.

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