São Paulo- Quando compraram o móbile colorido para o filho, em comemoração ao seu quarto mês de vida, Rafael Paim, 29 anos, e Beatriz Schlobach, 31, ainda tinham esperanças de encontrar um doador de coração para o filho Arthur. Por isso, quando ele morreu, às 15h30 de domingo, de falência múltipla de órgãos, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o casal decidiu que o presente iria junto com o bebê. A cena comoveu as cerca de 100 pessoas que acompanharam o enterro hoje, no Cemitério do Caju, no Rio.
O coração de Arthur não tinha ventrículo esquerdo e a aorta era muito fina, por isso dependia de um transplante. Durante o enterro, alguns vestiam a camiseta da campanha lançada por Rafael e Beatriz quando Arthur tinha 22 dias. A importância da doação de órgãos foi lembrada também, em discurso, por um amigo da família.

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