Artesão sempre terá lugar, diz professor
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sábado, 29 de setembro de 2001
Agência Estado<br> Do Rio 
Autor do livro ''Profissões hoje e ontem'', da Editora Senac, o professor de História Contemporânea Francisco Carlos Teixeira da Silva descarta o desaparecimento de artesãos tradicionais que desenvolvem produtos de alta qualidade.
''A remuneração desses profissionais tende a aumentar com a diminuição da oferta de tais serviços'', observa Silva, que trabalha no Laboratório de Estudos do Tempo Presente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
''O diferencial passa a ser uma assinatura individualizante, um desenho próprio que se destaca e torna a peça única.'' Isso tem valor em um mercado marcado por peças padronizadas, afirma.
Para o professor, os ofícios que tendem a se extinguir são os ligados a serviços burocráticos, que estão sendo mecanizados gradualmente, em que o homem pode ser substituído por máquina.
Por outro lado, áreas vinculados a idiomas estrangeiros, informática, turismo, hotelaria e lazer estão em franca expansão. ''Quem se tornou obsoleto deve procurar uma nova inserção no mercado através de uma formação mais especializada'', recomenda.
Frederico Novaes, gerente do Centro de Educação do Senac-Rio, confirma a tese do professor.. ''Hoje temos cursos como o de sushiman, impensáveis há alguns anos, quando os cursos eram mais práticos, como o de digitador'', afirma.


