Curitiba, 03 (AE) - O artesão gaúcho Alaércio Daniel Santini, de 39 anos, que assina seus trabalhos como Laércio Schmitt Santini, quer ter o nome incluído no Livro dos Recordes (Guinness Book) como autor do menor tabuleiro de xadrez do mundo. Morando desde 90 no Paraná, Santini pretende enviar, ainda este mês, para Londres, toda documentação provando que fez um jogo com todas as peças cem vezes menor que o tamanho padrão. "Cheguei no limite", afirma.
O tabuleiro que ele quer apresentar à comissão do Guinness tem apenas seis milímetros. O rei, maior peça do jogo de xadrez, possui 1 milímetro de altura e 0,45 milímetro de base. A menor peça é o peão, com apenas 0,4 milímetro de altura e 0,2 milímetro de base. Santini usou apenas uma lâmina, lixa e, às vezes, uma lupa, para trabalhar a guajuvira e o marfim e confeccionar as peças. O artesão chegou a desistir duas vezes antes de terminar sua obra. "Foi muito cansativo", reconhece.
Ex-proprietário de uma academia e professor de artes marciais, Santini vive em Capitão Leônidas Marques, no oeste do Paraná, a 570 quilômetros de Curitiba. O contato com o xadrez aconteceu em 1989, quando estava no Mato Grosso do Sul e um dos alunos ensinou-o a jogar. "Fiquei fascinado", diz. No ano seguinte, decidiu fazer as primeiras peças usando uma faca e um cabo de vassoura. E não parou mais. "Hoje dedico-me integralmente à fabricação de peças de xadrez". Vendendo os trabalhos desde 92 a vários clientes, sobretudo do Paraná e Santa Catarina, ele consegue uma renda mensal em torno de R$ 700 00. "Dependendo do modelo encomendado levo mais de um mês para terminar", afirma. "O que pretendo é fazer jogos personalizados, atendendo às pessoas com exclusividade". Depois da miniatura, Santini pretende, em 2001, produzir o maior jogo artesanal de xadrez, também visando ao Livro dos Recordes.

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