Artesanato indígena faz sucesso nos jogos em Guaíra
Vânia Moreira
Enviada à Guaíra
Os moradores de Guaíra (115 km a sudoeste de Umuarama) aderiram à moda indígena durante a 2ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, encerrados ontem. Os jogos trouxeram a Guaíra mais de 500 índios de 23 tribos. O que mais se via nas arquibancadas e nas ruas eram torcedores brancos usando bijuterias e adereços indígenas. Tudo que a gente trouxe, vendeu, disse o cacique Orlindo Crahô, da tribo Craô, do Tocantins.
Achei lindo. Acho que vou usar mesmo depois que acabar a festa, disse a professora Judith Ferreira Mendes, que comprou alguns colares. Bolsas de palha, colares de contas e brincos de pena eram os mais procurados. Os preços dos badulaques variavam de R$ 3,00 a R$ 20,00.
As peças mais caras colocadas à venda foram as zarabatanas, armas de sopro usadas pela tribo amazonense matis. Uma zarabatana pequena custava R$ 300,00 e a grande, com quatro metros de comprimento, cerca de R$ 500,00. Os matis vivem na fronteira com o Peru. Quatro dos cinco membros da delegação que esteve em Guaíra nunca haviam saído do Amazonas. São os únicos que ainda usam a zarabatana para caçar animais. O dardo atinge até 120 quilômetros por hora e mata a presa em dois minutos.
Foram sete dias de apresentações culturais. Todas as noites, entre 300 e 500 pessoas compareceram ao Centro Náutico para assistir às apresentações.





