Uma iniciativa de um grupo de mulheres do Jardim Pindorama (Zona Leste de Londrina) une mãos, linhas, tecidos, tintas e outros materiais para dar forma a caixas, tapetes, panos de prato decorados e toalhinhas para bebês com detalhes em crochê. Ontem foi realizado o primeiro bazar na creche do bairro. A coordenadora do grupo, Maria Neide Rodrigues, 49 anos, disse que o objetivo é arrecadar dinheiro para comprar materiais que vão originar novos trabalhos manuais. ''Até agora, cada uma dava um pouco e a gente comprava o que precisava'', explicou.
O trabalho ainda não gera renda para as mulheres, mas Maria Neide disse que esse é o intuito do grupo. No ano passado, foram realizados vários cursos através de uma parceria com secretarias municipais e o Comitê de Solidariedade da Sercomtel. Este ano, o conhecimento adquirido está se tornando prática. O grupo, que tem pouco mais de 10 mulheres, se reúne todos os sábados e pretende fazer um bazar a cada três meses. De acordo com a coordenadora, poucas sabiam realizar trabalhos em crochê e pintura e aprenderam no grupo. Sem a parceria este ano, elas buscam outros meios para continuar o aprendizado.
A arte dos trabalhos manuais já era conhecida por Maria Neide, mas ela contou que somente no ano passado começou a confeccionar para vender. ''Gostei porque a gente aprende mais e é um incentivo'', disse. Atualmente, a arte é mais um passatempo que uma profissão para ela: ''A gente não fica parada''.
A comerciante Vanessa Cristiane Batista Gomes, 33 anos, contou que sempre vai a bazares para comprar produtos que serão revendidos por ela depois. ''Dá para ganhar entre 30 e 40% em cima do preço comprado'', contabilizou Vanessa, acrescentando que ganha R$ 300 por mês. A comerciante destacou que o artesanto feito pelas mulheres tem muita saída. ''Gosto dos bazares pelo preço e qualidade'', analisou. Ela frisou ainda que no último bazar comprou várias estátuas e todas foram vendidas. O dinheiro ajuda na renda da família da comerciante, que tem três filhos.

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