Artesanato de Ibiporã é premiado em concurso nacional
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sábado, 16 de junho de 2012
Micaela Orikasa <br>Reportagem Local 
Ibiporã - O talento das mulheres de Ibiporã que transformam diferentes materiais em belos trabalhos artesanais foi reconhecido nacionalmente pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e agora, passará a ter um selo de qualidade.
A novidade foi anunciada há poucos dias, através da 3 edição do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato, que este ano recebeu cerca de 1.800 inscrições de artesãos de todo o Brasil. No Paraná, apenas as cidades de Ibiporã e Jacarezinho (Norte Pioneiro) ficaram entre as 100 melhores unidades produtivas mais competitivas do País.
Os quesitos de avaliação são qualidade estética e valor cultural, além de outros elementos da cadeia de produção e comercialização. No início do ano, o Centro de Artesanato de Ibiporã recebeu a visita de um representante do Sebrae nacional, que verificou in loco as atividades do local.
A premiação será realizada no dia 04 de setembro, no Rio de Janeiro, onde também haverá uma rodada de negócios dos artesanatos. ''O selo tem duração de três anos e comprova a qualidade e inovação dos produtos confeccionados pelas artesãs daqui'', afirma Julio Dutra, secretário municipal de Cultura e Turismo.
Ao todo, o Centro expõe e comercializa os produtos de 120 artesãs. De acordo com Dutra, o local é mantido pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Cultura e Turismo. ''É um projeto em nível de economia solidária, iniciado há três anos e que faz parte da Rota do Café. É por isso que muitos dos produtos são alusivos à cafeicultura'', explica.
Todo o valor arrecadado com a venda dos produtos é repassado às mulheres, que descobriram no artesanato uma fonte de renda extra. ''Ganho uma média de R$ 800 por mês que me ajuda muito com as contas de casa'', comenta a dona de casa Maria Zuleica Moya, de 60 anos. Com a técnica de patchwork, Maria dá vida nova a camisetas, caminhos de mesa e enxovais de bebê.''Dá muito orgulho ver alguém comprando ou simplesmente admirando minhas peças'', conta.
Para Maria Aparecida dos Santos, de 61 anos, o trabalho com cerâmica, aprendido há muitos anos na faculdade de Educação Artística, é hoje a terapia para os problemas. ''Eu esqueço o mundo lá fora. E além de ser prazeroso, é gratificante'', diz a artesã, que já tem várias encomendas da imagem de São Francisco, o santo protetor dos animais.
Mas não é só o retorno financeiro e a ocupação do trabalho manual que tornam o artesanato uma verdadeira profissão para essas mulheres. Neide Martins Scolari, de 75 anos, divide o lucro de seus guardanapos e toalhas de mesa com um projeto que recupera dependentes químicos e também com a Pastoral dos Vicentinos. ''É um lazer que me gera lucro e me permite ajudar o próximo'', afirma.
Serviço: O Centro de Artesanato funciona de segunda à sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h. Mais informações: (43) 3178-0215


