Artéria ulnar é outra opção
A primeira opção quando o paciente vai passar por intervenção coronária percutânea no braço é a via radial. Mas, há casos - cerca de 5% a 15% deles - em que não é possível utilizá-la, ou porque é muita fina, ou porque não é tão visível. Entra aí, então, a opção da artéria ulnar, paralela à radial.
No último ano, o cardiologista intervencionista Pedro Beraldo de Andrade fez um registro dos casos em que utilizou essa via de acesso - em 90 pacientes atendidos no Hospital do Coração em Londrina e na Santa Casa de Marília. Hoje, o número já ultrapassa 100. Disso resultaram os artigos, que mostram a mesma eficácia na ulnar que as outras vias de acesso. O primeiro relato do uso da via de acesso ulnar, segundo o médico, é de 2001, ''muito recente'' para a medicina, e na literatura, ''os trabalhos ainda são escassos''.
''É uma nova via de acesso, com a mesma segurança e eficácia, e o relato dos casos mostra que é possível ir para a ulnar, sem a necessidade de ir para a femural'', afirma.
E quando não é possível utilizar a ulnar? Isso pode acontecer, segundo Andrade, em menos de 2% dos casos. Mas antes de ir para a femural ainda há a opção do braço esquerdo. ''É mais desafiador porque a posição é mais difícil, mas ainda é melhor que 'retroceder' para a femural'', diz.
Outra vantagem das vias de acesso pelo braço é o tempo de internação após o exame. Segundo o cardiologista intervencionista André Labrunie, no primeiro caso, o paciente sai do exame caminhando e fica no máximo um dia em observação. Já na femural, o tempo mínimo de internação é 24 horas. ''Outra variável é o custo. Se o paciente tem complicações, precisa fazer mais exames, receber sangue, ficar mais tempo internado, o que pode chegar a dez vezes mais em termos de custo'', avalia.(C.P.)





