O desmonte da suposta série de atentados diários começou com a prisão da mulher de Geléia, no último domingo, quando ela saía de uma visita feita ao marido em Presidente Bernardes. ''Temos prova de que ela ordenou por telefone o atentado à Bovespa'', disse Fontes.
Segundo o promotor, após a prisão de Petrolínea, o grupo foi pressionado e, durante a madrugada de ontem, a polícia recebeu um telefonema anônimo informando que os explosivos estavam abandonados na rodovia Anhanguera. O material, com capacidade para derrubar todo prédio da bolsa, dependendo de onde fosse colocado, estava dentro do porta-malas do carro, em uma mala.
O carro, um Gol, foi roubado por volta das 2h30 de anteontem do metalúrgico João Cláudio dos Santos, 56 anos, por dois homens, no Jardim do Lago, periferia de Campinas próximo ao local onde o carro foi abandonado. Segundo Bittencourt, o carro serviria para levar o artefato para São Paulo, mas um sistema de corte de combustível fez o carro parar na estrada. O explosivo foi abandonado no porta-malas.
O helicóptero Pelicano, da Polícia Civil, chegou ao carro às 8h10. O veículo estava abandonado no acostamento da pista, com o capô aberto e um triângulo de sinalização aberto.
Cerca de 50 policiais do Deic, Garra (Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos) e GER (Grupo Especial de Resgate), 12 carros da polícia e o helicóptero Pelicano da Polícia Civil participam da ação. As duas pistas da Anhanguera foram interditadas para a ação da polícia às 10h e só foram liberadas por volta das 14h.
O tráfego foi transferido para as rodovias Santos Dumont e Bandeirantes e não houve congestionamento, segundo as concessionárias das rodovias.
Detonação - Às 12h13, a polícia fez a primeira detonação para abertura do porta-malas. Às 13h11, foi feita uma nova detonação para abertura da mala. Dentro dela foram encontrados os 30 quilos de explosivo.
O artefato foi acondicionado em um recipiente especial e levado para São Paulo junto com o carro.

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