São Paulo, 23 (AE) - Embora a meta de fabricar 2 milhões de veículos neste ano já tenha sido descartada, a expectativa para a produção de autopeças é de forte crescimento. Na avaliação do presidente da Arteb, Pedro Eberhardt, a proposta de renovação da frota brasileira aliada à nacionalização de grande parte das autopeças nos veículos montados no Brasil já são suficientes para puxar as vendas do setor. "Só na Arteb, temos pedidos feitos para entrar em quase todos os novos carros", disse.
A empresa teve um aumento de 20% nas vendas no ano passado e espera incrementar ainda mais o faturamento neste ano, seguindo o aumento da produção de veículos. Segundo Eberhardt, a desvalorização do real está provocando a redução na importação de autopeças por montadoras instaladas no Brasil. "No Brasil, as importações do setor chegam, hoje, a apenas 10% do produto final", afirmou.
A moeda tornou o preço interno das peças mais competitivo, quando comparado aos praticados no mercado internacional, e já não compensa mais aos fabricantes de veículos adquirir produtos parar montagem no Exterior.
"A substituição das importações é uma tendência também porque as experiências do passado não foram muito agradáveis", afirma o empresário, referindo-se a problemas como atraso nos prazos e dificuldades de entrega de autopeças adquiridas no Exterior.

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