Exibir qualificações profissionais pela Internet tem sido uma das opções para quem quer se promover no mercado de trabalho. Em páginas coletivas ou em home pages individuais, qualquer interessado pode divulgar o conteúdo de sua escolha, desde que não incorra em crimes previstos na Constituição, como divulgar pedofilia ou fazer apologia do racismo. O usuário pode escolher os sites de hospedagem gratuitos ou pagos. É neles que a página fica inserida pelo tempo determinado pelo cliente.
Em ambas as opções há vantagens e desvantagens. Para construir uma página gratuita, o usuário pode acessar um dos ‘‘hospedeiros’’ sem pagar nada. Os maiores no Brasil são a Home Page Grátis (HPG) e a Geocities. Ambos apresentam um software que auxilia o internauta a escolher a estrutura da página, desde a cor do fundo até os links desejados. Em cinco minutos, ela vai ao ar e a terminação do endereço é a mesma do site hospedeiro.
No entanto, é obrigatório que se deixe um espaço para um banner publicitário. ‘‘É o que sustenta o serviço gratuito’’, explica o sócio da HPG Édson Romão. Na opinião do consultor de Informática Márcio Pires, essa solução pode dar ‘‘um ar de amadorismo ao produto oferecido’’. ‘‘Se a proposta for visualmente mais profissional, ele deve escolher um site de hospedagem pago’’, explica.
Segundo ele, os mais cotados no Brasil são o Mister Help (www.mhis.net) e a Locaweb (www.locaweb.com.br). O usuário tem a opção de escolher o plano de pagamento de sua preferência e deve fazer o registro de domínio (do seu endereço) na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para evitar que outros se apossem da ‘‘marca’’ posteriormente.
A patente é necessária, pois o usuário adquire um endereço próprio, diferentemente do da home page gratuita, no qual ele adquire o do hospedeiro. Geralmente, esses sites de hospedagem são intermediários para o pagamento do registro. A Assessoria de Imprensa do Comitê Gestor Internet, órgão regulador do qual a Fapesp faz parte, alerta que todo usuário deve exigir do provedor que o responsável administrativo e financeiro seja o dono da home page para não ocorrer problemas com o pagamento. Há casos em que o hospedeiro assume essa responsabilidade, não paga e o internauta perde o registro de domínio.
Dar um ‘‘ar mais profissional’’ ao site, como afirma Pires, implica em mais gastos. Dessa vez, com o contrato de uma produtora de criação que desenhará a home page, como a www.pimentadoreino.com.br e a www.totem.com.br. Os preços podem variar dependendo do pedido.
Para que a home page seja divulgada, é importante cadastrar-se em alguns sites de busca, como Cadê, Altavista e Yahoo. A HPG faz o cadastro automático das páginas. Desde a criação do endereço, 300 mil home pages foram construídas. Édson Romão diz que, geralmente, são estudantes, profissionais autônomos e pessoas que trabalham com informática que utilizam esse recurso. ‘‘Há também aqueles que querem expor um hobby, como os colecionadores, que querem compartilhar informações com outros internautas de mesma preferência’’, esclarece.
A troca de informações pela Internet pode tornar-se um meio de aprimoramento profissional, segundo o diretor da Integração Consultoria e Treinamento, Fernando Cardoso. ‘‘As comunidades na web promovem integração e formam uma rede de contatos, que possibilita, além de conhecimento, até convites de promoção.’’

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