Arruda diz que STF dá à CPI dos Bancos direito de quebra sigilos
Brasília, 26 (AE) - O presidente em exercício da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), afirmou que, agora, com a carta enviada à comissão pelo ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal (STF), está claro que o órgão do Judiciário entende que a comissão tem a prerrogativa de quebrar o sigilo dos investigados, desde que apresente justificativa consistente e completa e preserve as informações recebidas. O senador disse acreditar que a liminar concedida ao ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes será derrubada, pois considera consistente a justificativa apresentada e afirma não ter havido, em relação ao sigilo dele, vazamento de nenhuma informação obtida pela CPI. Arruda não quis comentar outra liminar concedida hoje por Pertence, desta vez em favor do ex-diretor da Macrométrica Sérgio Bragança, mas disse que, a partir de agora, para cada liminar, será encaminhado ao Supremo um recurso específico. O presidente em exercício da CPI se referiu ainda às inúmeras outras liminares dadas pelo STF anulando decisões da comissão. Afirmou ainda que seria muito bom se o Supremo pudesse julgar o mérito das primeiras liminares na próxima semana, antes de o Judiciário entrar em recesso. Arruda informou que, embora o Legislativo venha também a ter recesso em julho, o relator da CPI dos Bancos, João Alberto Souza (PMDB-MA)
estará durante o mês analisando a documentação para apresentar o relatório no início de agosto.





