Brasília, 06 (AE) - O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), disse que a discussão de programas para a erradicação da pobreza deve ser feita sem perder de vista as condições econômicas para o crescimento. Ele reconhece que chegou o momento de se questionar o que o governo vem fazendo em matéria de políticas sociais, mas lembra que isso não foi possível anteriormente em razão da prioridade absoluta dada à estabilização da economia.
O senador lembra ainda que a ênfase em programas sociais faz parte do programa de governo defendido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso nas últimas eleições. Para Arruda, é um grande engano acreditar que a discussão da erradicação da pobreza coloca o Congresso e o governo em lados opostos e dificulta a apreciação da agenda proposta pelo Executivo. Segundo o senador, o normal da vida democrática é que tanto o governo como o Congresso tenham suas próprias agendas políticas e a implementação delas depende do diálogo.
Ele considera que, em democracias maduras, o governo tem sua pauta, a oposição também e uma terceira pauta resulta do diálogo na ação do Congresso. O líder do governo se recusou a comentar as críticas do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), à falta de sensibilidade social do ministro da Fazenda
Pedro Malan. Disse apenas que a crítica foi forte e que o ministro da Fazenda é julgado pelos resultados estruturais da economia. "Não vou colocar mais lenha na fogueira, estou aqui para buscar soluções não para aumentar os problemas", justificou.

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