Arruda afirma que ficou 'perplexo e chateado' com informações
Brasília, 20 (AE) - O senador José Roberto Arruda (PSDB-DF) disse há pouco, após participar da solenidade de sanção de lei que inclui o nome do ex-presidente Juscelino Kubitschek no do Aeroporto Internacional de Brasília, que ficou "perplexo e chateado" com as informações chegadas a ele e à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro sobre as descobertas de documentos no apartamento do ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes. "Os fatos foram suficientemente graves para mudar o calendário da CPI e adiar os depoimentos", admitiu. Segundo Arruda, no momento, o trabalho que está sendo feito pela CPI é o de examinar cada documento que chega à comissão. Só depois de se ouvir os dois ex-diretores do BC (Chico Lopes e o ex-diretor de Fiscalização Cláudio Mauch) é que se terá uma visão mais completa do tema. "Tem de ser investigado até o fim, custe o que custar", afirmou. "Agora, existe uma suspeita sobre uma autoridade monetária; isso tem de ser investigado até o fim, custe o que custar; mas tem de aprofundar as investigações sem pré-julgamento; não queremos alargar a banda da CPI; vamos limitá-la ao objetivo para a qual foi criada", afirmou o líder governista. Ele classificou a reunião que a CPI teve ontem (19) à noite com procuradores que participaram das buscas no apartamento de Chico Lopes, no Rio, como "tensa, grave, mas esclarecedora". Arruda disse, no entanto, que o BC tem de ser preservado como instituição.





