Arrecadação líquida do FGTS cai pela 3ª vez em 1999
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2000
Por Vânia Cristino 
Brasília, 29 (AE) - Pelo terceiro ano consecutivo a arrecadação líquida do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi negativa. De acordo com os dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal, no ano passado os saques superaram os depósitos do Fundo em R$ 215,9 milhões. Em 1998 a arrecadação líquida também tinha ficado negativa em R$ 471 milhões e em 1997 em R$ 703,5 milhões.
Segundo a Caixa, o resultado do ano passado, mesmo negativo, mostra uma reação frente aos anos anteriores. O motivo para a elevação do saque em relação ao depósito em 1999 foi o aumento em 9,8% da rescisão do contrato de trabalho. Em 1998 os saques por demissão sem justa causa no FGTS somaram R$ 10,8 bilhões, chegando a R$ 11,9 bilhões no ano passado. Também contribuiu a elevação do uso do FGTS para a casa própria, que passou de R$ 2,4 bilhões em 1998 para R$ 2,6 bilhões em 1999.
O diretor de Transferência de Benefícios da Caixa, José Renato Correa de Lima, disse hoje que a Caixa já está com tudo preparado para operar com a utilização dos recursos do FGTS para a compra de ações da Petrobras. Ele anunciou que o Fundo Mútuo de Privatização da Caixa está constituído e aguarda a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para iniciar o cadastramento dos interessados.
O trabalhador que quiser arriscar no mercado de ações poderá usar até 50% do saldo da sua conta vinculada de FGTS. Sobre esse recurso ele poderá ganhar ou perder, pois não tem a garantia do governo. A aplicação não é direta, mas por meio de um fundo especialmente criado para este fim. Uma vez feita a opção, o trabalhador só poderá vender as ações após 12 meses, com o dinheiro retornando à sua conta vinculada do FGTS na Caixa
que rende Taxa Referencial de Juros mais 3% ao ano.


