São Paulo, 23 (AE) - A arrecadação do ICMS durante o mês de janeiro no Mato Grosso do Sul caiu 39%, em consequência do fechamento das fronteiras deste Estado, considerado "zona tampão" com os demais Estados do circuito pecuário Centro-Oeste. A informação é do presidente da Associação dos Criadores do Mato Grosso do Sul (Acresul), Laucídio Coelho Neto, que está participando neste momento da assembléia geral da Confederação Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), em São Paulo.
Segundo ele, as medidas de controle sanitário para o combate da aftosa adotadas pelo Ministério da Agricultura estão penalizando de forma expressiva os pecuaristas do MS. "Os pecuaristas do MS estão perdendo R$ 120 por boi desde o fechamento das fronteiras", disse. Segundo ele, as medidas adotadas são desconexas. Coelho afirma que áreas a 40 quilômetros do último foco de aftosa registrado na cidade de Naviraí (MS) são consideradas zona livre, pois fazem parte do Estado do Paraná, enquanto que áreas há 700 quilômetros de Naviraí são consideradas zona tampão. "Não entendo qual é o fundamento dessa medida, pois acredito que quanto mais perto do foco maior o risco de uma nova incidência". Coelho disse também que a comercialização de carne do MS também está sendo afetada. Segundo ele, a carne desossada do MS está sendo vendida a preços menores que eram obtidos com a carne com osso.

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