Agentes da Secretaria Municipal da Saúde e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) iniciaram esta semana um ‘‘arrastão’’ contra o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, pelos bairros de Campo Mourão. A ação começou pelo Jardim Santa Cruz, onde, numa única tarde, o recolhimento de garrafas e plásticos encheu um caminhão. O arrastão segue esta semana para os bairros que formam o ‘‘grande Lar Paranᒒ. Ao todo, o trabalho vai demorar 20 dias.
O arrastão é a primeira ação da Secretaria da Saúde após levantamento concluido no início do mês, que apontou 8,63% dos imóveis de Campo Mourão, incluindo o perímetro central, com presença do mosquito transmissor da doença.
O índice é pelo menos oito vezes maior que o número admitido como tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A pesquisa também revelou que 2,95% dos imóveis contam com o Aedes albopictu, outro mosquito que pode transmitir a dengue.
Apesar da situação estar sob controle em Campo Mourão, onde o último caso da doença aconteceu há cerca de um ano, a secretária da Saúde, Rosemeire do Carmo Martelo, diz que a população precisa cooperar. ‘‘Sentimos que houve uma acomodação’’, ressalta.

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