Maringá Os moradores da Vila Operária e Jardim Alvorada, em Maringá, não colaboraram com o arrastão contra o mosquito Aedes aegypti promovido pela Secretaria de Saúde na manhã de ontem. Na falta de entulho na frente das residências, os servidores se limitaram a recolher latas, garrafas e demais objetos dos terrenos baldios. A pouca adesão dos moradores dos dois bairros mais infestados pelo mosquito e com o maior número de casos de dengue confirmados, mais uma vez, conforme o chefe da Vigilância Sanitária, Gilberto Pucca, demonstra a falta de conscientização das pessoas em relação à doença.
De acordo com Pucca, os agentes de saúde divulgaram o arrastão há mais de 15 dias nos dois bairros. Um carro da prefeitura percorreu os bairros divulgando a campanha e solicitando que os moradores retirassem dos quintais todos os tipos de objetos que podem acumular água. Entretanto, conforme os próprios servidores, poucas pessoas colaboraram.
No Jardim Alvorada, bairro mais populoso de Maringá, a Secretaria de Saúde destinou 10 caminhões para recolher os entulhos. Apenas dois ficaram cheios pela manhã. O bairro tem 22 casos de dengue confirmados desde janeiro. Na Vila Operária, são 26 casos confirmados da doença no mesmo período.
O arrastão estava programado para ser realizado até as 17 horas de ontem. Segundo Pucca, a Secretaria de Saúde vai fazer um novo arrastão nos dois bairros. ‘‘Se as pessoas não colaborarem fica muito difícil controlar os índices da doença na cidade’’, disse.

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