Brasília, 02 (AE) - O ex-governador pernambucano Miguel Arraes (PSB) criticou há pouco a decisão do governador do Estado
Jarbas Vasconcelos (PMDB), de decretar moratória assinando decreto que anula o processo de emissão e negociação de títulos públicos destinados ao pagamento de precatórios (dívidas do Estado que a Justiça mandou pagar). Esses títulos foram emitidos por Arraes sob a alegação de que precisava arrecadar recursos para pagar as dívidas. "Esse decreto (de Vasconcelos) não tem nenhuma consistência técnica ou jurídica, é apenas um jogo político para fugir das responsabilidades de governar o Estado." O ex-governador fez essas declarações após participar, num hotel de Brasília, de reunião em que os principais líderes dos partidos de oposição decidiram dar início a uma mobilização nacional para pedir o enquadramento do presidente Fernando Henrique Cardoso em crime de responsabilidade em virtude da suposta interferência a favor de um consórico no processo de privatização da empresa Telecomunicações Brasileiras (Telebrás). Arraes declarou-se favorável à federalização das dívidas por causa dos precatórios. Disse que isso aconteceu, como no caso da Prefeitura de São Paulo. Sobre a afirmação de Vasconcelos de que ele, Arraes, teria cometido irregularidade na emissão de títulos públicos para pagamento de precatórios, o ex-governador disse que a emissão foi aprovada com base em lei votada pela Assembléia Legislativa e com parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE) "antes da operação e mesmo depois".

mockup