Arraes condena prisões
Agência Estado
O governador de Pernambuco, Miguel Arraes (PSB), disse ontem no Recife ser contra as prisões preventivas de líderes sindicais e do MST como forma de combater saques. ‘‘Medidas preventivas são melhores do que botar a polícia na rua para reprimir grupos de famintos’’, afirmou.
‘‘A repressão não resolve e pode até agravar a situação’’, disse Arraes ao defender o diálogo e a negociação, tanto para evitar saques como para unir a população ‘‘para que a nação venha a se envolver e resolver os problemas’’. Ele disse não poder intervir na decisão de indiciar e prender líderes porque se trata de uma decisão federal. O governador frisou que ‘‘ninguém apóia os saques’’, mas observou ser preciso entender a situação de emergência em que vivem pessoas com fome.
Cinco pessoas foram presas ontem depois de tentarem bloquear a rodovia CE-257, que liga os municípios de Santa Quitéria e Sobral, no Ceará, e cobrarem pedágio dos motoristas. O pedágio, segundo elas, tinha o objetivo de arrecadar dinheiro que seria distribuído aos flagelados pela seca. Foram presos o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Quitéria, José Elias Alves Barbosa; a advogada Rossana Magalhães, os vereadores José Wellington da Silva (PT) e Nonato Araújo (PSDB), além de um técnico da Ematerce, conhecido apenas por Anastácio. A prisão ocorreu por volta das 11 horas, pelo delegado José da Mata Vieira, mais conhecido como ‘‘Maranguape’’.

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