Arquivado processo da tragédia da hemodiálise no PE
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de outubro de 1997
Agência Estado 
Por 9 votos contra 8, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) decidiu, na madrugada de ontem, arquivar o processo ético-profissional aberto contra os médicos Bráulio Coelho e Antônio Bezerra Filho, acusados de negligência no episódio que ficou conhecido como a tragédia da hemodiálise, em Caruaru (PE). No entender do conselho, os elementos apresentados não eram suficientes para incriminar os acusados.
Donos do Instituto de Doenças Renais (IDR), de Caruaru, a
130 quilômetros do Recife, os médicos foram acusados de infringir sete artigos do Código de Ética Médica, entre eles o de número 29 que cita negligência, imperícia e imprudência, além de falta de zelo com os pacientes.
Em fevereiro do ano passado, 138 doentes renais foram contaminados pela tóxina microcistina LR produzida por algas azuis presente na água utilizada nas sessões de hemodiálise no IDR. Essa substância provocava hepatite tóxica. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, desse total, 68 morreram, 48 deles comprovadamente por causa da contaminação. Outras 10 mortes ainda estão sendo investigadas.


