São Paulo, 23 (AE) - Quatro jovens arquitetos brasileiros e um português receberam menção honrosa no Europandom, importante concurso internacional de urbanismo, realizado na França. O trabalho dos arquitetos, com idade entre 24 e 27 anos, será exposto no Instituto Francês de Arquitetura, entre junho e agosto. Também será apresentado no catálogo e no CD-ROM do concurso.
O trabalho foi desenvolvido no ano passado em Barcelona, na Espanha, onde os cinco faziam pós-graduação em urbanismo. O desafio foi apresentar uma proposta de desenvolvimento urbano e habitacional para um dos locais designados pela direção do concurso. Os brasileiros Samanta Cafardo, Bruno Gomes, Renata Furlanetto, Flávia Cancian e o português Carlos Pedro SantAnna desenvolveram uma proposta para Le Valclin, pequeno vilarejo na Martinica, ilha do Caribe.
"Achamos interessante, pois é um local que tem tudo a ver com o Brasil, até mesmo o clima", diz Samanta, de 24 anos. Segundo ela, o estudo, desenvolvido em um mês, foi entregue em outubro do ano passado. No fim de janeiro, eles receberam a notícia de que estavam entre os primeiros colocados. A proposta dos jovens arquitetos para Le Valclin é o desenvolvimento de uma economia sustentável. A idéia é conciliar o crescimento do pequeno município com a preservação do meio ambiente, promovendo o turismo ecológico.
"A economia da ilha já é baseada no turismo e na pesca", salientou Samanta. "A natureza seria preservada mediante um novo uso". Para evitar uma ocupação desordenada, o projeto destaca as áreas passíveis de crescimento. "É preciso controlar esse desenvolvimento para evitar problemas no futuro"
afirmou a arquiteta. Habitação - Na segunda parte do projeto, foi apresentada uma alternativa para a construção de residências a custo baixo, a partir de um método construtivo denominado "casaflex". São casas populares modulares com, no máximo, dois pavimentos. Os módulos têm metragem mínima de 19,5 metros quadrados e podem ser construídos de madeira, metal ou concreto. "A matéria-prima pode variar de acordo com a região onde o conjunto habitacional será construído", explica Samanta. O grupo não fez o estudo dos custos das construções.
"É muito importante para nós o fato de brasileiros destacarem-se em um concurso europeu", diz o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Gilberto Belleza. "Afinal, a concorrência lá é muito grande".

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