Arquiteto suíço rouba táxi no Rio e é preso8/Mar, 17:42 Por Roberta Pennafort, especial para a AE Rio, 08 (AE) - Dois turistas, um suíço e um canadense, se envolveram em casos de polícia no Rio na madrugada de hoje. O arquiteto suíço Pablo Luis Crausaz, de 41 anos, roubou um táxi, agrediu o motorista e acabou preso, depois que o automóvel bateu em outro.O canadense Glenn Morris, de 36 anos, errou de apartamento ao voltar para casa e brigou com um morador, que teve o braço quebrado e o esfaqueou. Os dois passam bem. Crausaz entrou no táxi dirigido por Evaristo José Batista Silva, de 37 anos, na Rua Siqueira Campos, em Copacabana. Minutos depois, ele deu uma gravata no taxista, que foi colocado para fora do veículo, o Gol placa LCQ-3063. Silva avisou agentes da 12ª Delegacia Policial (Copacabana) sobre o assalto. O suíço assumiu o volante e acabou batendo no Corsa de Nicholas Silva Santos, de 25 anos. Ele tentou então roubar o Corsa, mas não conseguiu ligar o carro. Crausaz voltou para o táxi, que também não saiu do lugar, avariado pela batida. Ao tentar fugir a pé, o turista foi detido pelos policiais. Depois de prestar depoimento, ele foi encaminhado para a carceragem da Polinter, no centro. À delegada de plantão, Patrícia Rego, Crausaz disse que estava embriagado. Ele contou tomar remédios para controlar a pressão arterial, que, segundo ele, alteram seu comportamento. Crausaz - que chegou ao Rio no dia 2 e deveria ter voltado para casa hoje - foi submetido a exame toxicológico no Insituto Médico Legal (IML). Na carona do Corsa, o americano Richard Brant se disse surpreso com a atitude de Crausaz. "Muita gente me avisou que o Rio era perigoso, mas jamais imaginei que fôssemos ser assaltado por um europeu", afirmou Brant. "Voltarei ao Rio, mas à Suíça eu não vou nem morto", brincou. O canadense Glenn Morris estava hospedado no apartamento 703 do prédio de número 83 da Rua Roberto Dias, no Leme (zona sul). Ao chegar hoje ao edifício, por volta das 6 horas, ele se confundiu e foi bater à porta de um apartamento três andares abaixo. Morris também urinou no chão do corredor. Ao se deparar com ele, o morador Leopoldo Mathias, de 26 anos, se assustou e buscou uma faca na cozinha. O turista avançou em Matias. O pai de Leopoldo, Paulino Mathias, de 68 anos, tentou socorrer o filho e teve o braço fraturado por Morris, que levou facadas sem profundidade nas pernas. Ambos foram levados para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, onde o turista foi visitado pelo cônsul-geral do Canadá, Robert Langlois. Morris foi autuado por lesão corporal, atentado violento ao pudor e invasão de domicílio, mas, segundo a polícia, ele não deverá permanecer detido.