Arquiteto se recupera de sequelas de AVC
Depois de um AVC isquêmico, o arquiteto Léo de Judá Barbosa, de 68 anos, ficou com parte do lado esquerdo do corpo comprometido. A coordenação, a força dos braços e a fala, segundo ele, foram parcialmente afetadas. ''Minha família começou a notar que as coisas caíam da minha mão'', lembra.
Sem nunca ter feito acupuntura na vida, ele foi convidado a participar como voluntário de um curso de craniopuntura, feito em Londrina. ''Antes, conversei com meu médico e ele falou 'você é que vai ver se vai fazer alguma diferença''. Sem contra-indicação ele iniciou o atendimento.
Depois de um tempo, não foi ele, mas a esposa e o filho que perceberam diferenças. ''Minha esposa falou que minha voz estava ficando mais forte, e meu filho, me vendo lavar as mãos, comentou como havia melhorado a coordenação. O próprio médico (que aplicou a craniopuntura) ficou surpreso, porque disse que a melhora só iria acontecer depois da vigésima aplicação'', conta.
Há pouco mais de um ano, ele passa por sessões periódicas de craniopuntura, algumas com eletroestimulação. E contabiliza outros benefícios. ''Senti que melhorei o andar e estou me movimentando melhor. E é impressionante o relaxamento profundo que se sente depois de uma sessão, tenho impressão que repercute em outros aspectos'', opina.
Segundo a médica Beatriz Tamura, nos casos de AVC não existe uma medicação para recuperar áreas lesadas do cérebro. Por isso, quanto mais cedo se iniciar a craniopuntura, melhores os resultados. ''Em casos mais graves, é possível aos poucos retomar os movimentos'', afirma. (C.P.)





