Belo Horizonte, 13 (AE) - O arquiteto Flávio Pinto Coelho, de 34 anos, está preso desde a noite de ontem (12), na Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, acusado de matar com quatro facadas a empregada da casa de seus pais, Irani Terezinha, de 38 anos. O crime aconteceu na tarde de segunda-feira, no apartamenrto da mãe de Flávio, a médica Luzia Lizita, no bairro de Lourdes, de classe média alta. A família do arquiteto, diplomado pela universidade de Minnesota (EUA), alega que ele é esquizofrêncio e que se submete a tratamento psiquiátrico, em casa, há sete anos.
O arquiteto prestou depoimento ao delegado Edson Moreira, encarregado das investigações, e garantiu ser inocente. "Eu não estava em casa e não tenho idéia de quem matou a Irani", afirmou. O policial, no entanto, disse ter "certeza quase absoluta" de que Flávio é o assassino. "Encontramos manchas de sangue nas roupas dele, na calça e na blusa, a faca usada no crime era da casa, ele tinha acabado de tomar banho e foi a última pessoa a estar com a vítima", explicou.
Irani trabalhava para a família de Flávio havia 12 anos. Sua irmã, Maria José Costa, disse ter conversado com ela, pelo telefone, pouco antes do crime. "Ouvi a voz dele, que estava a estava chamando, e desliguei; depois, não sei o que aconteceu", lembrou. O arquiteto já esteve preso, há cerca de 18 anos, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Chegou a ficar em um presídio para menores por dois meses, mas foi solto depois de diagnosticada a doença mental.

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