Curitiba - Depois de levantar a situação do déficit habitacional do Brasil, uma arquiteta curitibana propôs uma solução criativa, economicamente viável e ecologicamente correta para o problema. Professora do departamento acadêmico de Construção Civil do Centro de Federação de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), a arquiteta Christine Laroca desenvolveu uma casa que utiliza madeira proveniente de reflorestameto.
Além do tempo de construção reduzido, a casa tem um custo menor em relação a casas populares de alvenaria. O projeto da arquiteta foi proposto como tema de mestrado junto a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e teve orientação do engenheiro florestal e professor da universidade, Jorge Matos.
Tomando como base as plantas de casas populares da Cohapar companhia que cuida da habitação no Estado a arquiteta projetou unidades que utilizam madeira de pinus tratada na sua estrutura.
Christine projetou três unidades da casa. O primeiro estudo traz uma planta com 44 m2, a mesma utilizada pela Cohapar na construção de casas populares. O segundo estudo é uma unidade com 52m2, com dois quartos e um ambiente com sala e cozinha conjugados, e o terceiro estudo é a mesma planta de 52 m2, mas com um aproveitamento da cobertura que consiste num segundo piso.
Dois desses estudos serão construídos até o final do ano no Campus da Floresta da UFPR, no Jardim Botânico. Com a construção será possível avaliar a viabilidade do projeto, a durabilidade e o conforto das casas.
A professora explica ainda que a casa pode ser montada em 20 dias, em contrapartida à média de três meses que se leva para construir uma residência popular de alvenaria. O custo médio do metro quadrado para uma casa de 238 m2 seria de R$ 238,00 reduzindo para R$ 206,00 quando a planta tem dois pavimentos. De acordo com levantamento realizado pela arquiteta, o custo de uma casa popular é de R$ 200,00 o metro quadrado, mas o tempo de construção é maior, o que faz o custo, considerando a mão-de-obra, reduzir em até 50%.
Na opinião da arquiteta, o projeto poderia reduzir o déficit habitacional do Brasil. Segundo dados do governo federal, hoje existem 6,5 milhões de famílias sem teto.

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