Arnett diz que a CNN planeja demiti-lo
Nova York, 19 (AE-AP) - O correspondente Peter Arnett, da rede CNN, informou que a emissora planeja demiti-lo em julho, dois anos antes do término de seu contrato de cinco anos.
A CNN negou-se hoje a comentar a informação.
Em artigos publicados pelos jornais americanos The New York Times e The Washington Post, Arnett declarou que a decisão foi tomada pelos diretores da CNN em consequência do maior fiasco jornalístico da TV, ocorrido há nove meses, com a divulgação de uma reportagem sobre o uso do gás neurotóxico sarin por parte do Exército americano durante a Guerra do Vietnã.
O Pentágono desmentiu veementemente a reportagem, obrigando a CNN a divulgar uma retratação. O caso já havia provocado a demissão de dois produtores da reportagem e do diretor do noticiário Newsstand, programa apresentado por Arnett, que o exibiu.
O correspondente tornou-se um dos repórteres mais conhecidos da emissora depois de transmitir ao vivo as informações sobre o bombardeio aliado contra o Iraque durante a Guerra do Golfo, em 1991.
A ausência dele nas reportagens sobre a Guerra dos Bálcãs já vinha sendo interpretada como um sinal de que o relacionamento do jornalista com a direção do grupo Time-Warner - controlador da emissora - não era bom.
Arnett ganhou o Prêmio Pulizer, o principal do jornalismo americano, em 1966, quando trabalhava para a agência de notícias Associated Press, por sua cobertura da Guerra do Vietnã.





