Arquivo FolhaA melhorOs atores Narlo Rodrigues e Patrícia Selonk em cena de Sob o Sol em Meu Leito Após a Água. A peça já estreou nova temporada no Rio de Janeiro, no Teatro Glauce Rocha, onde permanece até 10 de maioO grupo londrinense Armazém Companhia de Teatro, que acaba de se instalar no Rio, recebe hoje o Troféu Mambembe pelo espetáculo Sob o Sol em Meu Leito Após a Água. A peça, considerada uma das melhores de 1997 pelo júri do Mambembe, é baseada no épico Mahabharata e traz texto de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes, que também assina a direção. No Rio, os outros espetáculos premiados são Diário de um Louco, O Inimigo do Povo e Cenas de um Casamento, além de outros cinco infantis.
A entrega do prêmio aos melhores do teatro em 97 será hoje à noite. A festa está marcada para as 19 horas no auditório do novo Centro de Artes da Funarte, no Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16), com a presença do ministro da Cultura, Francisco Weffort, do presidente da Funarte, Márcio Souza, e do diretor do Departamento de Artes Cênicas do Ministério, Humberto Braga.
Os premiados de cada categoria receberão uma estatueta em acrílico, criada pelo artista plástico Aloísio Magalhães, e um cheque no valor de R$ 5.000. O júri de São Paulo elegeu José Vicente como o melhor autor, por Santidade. Marco Antônio Rodrigues leva o prêmio de direção por O Assassinato do Anão, de Plínio Marcos. Ela rendeu a Zé Celso o prêmio de melhor ator e a Gringo Cardia, o de cenografia. Denise Weimberg, veterana em prêmios, abocanha mais um: o de melhor atriz, por Do Fundo do Lago Escuro.
Os coadjuvantes premiados são Ewerton Bortotti (Medusa de Rayban) e Suzi Rego (Caixa 2). Wanderley Martins ganha o Mambembe especial, pela direção musical de Na Roça e a atriz Lélia Abramo acumula seu segundo prêmio pela autobiografia recém-lançada (o primeiro foi da Associação Paulista de Críticos de Artes, a APCA). Emília Duncan foi lembrada pelos figurinos de O Burguês Ridículo. As cinco melhores peças de 1997 foram O Assassinato do Anão, Caixa 2, Ela, Do Fundo do Lago Escuro e Santidade.
O teatro para crianças de São Paulo teve uma única peça acumulando quatro dos Mambembes de 97: O Pallácio não Acorda, da Cia. Cênica Nau de Ícaros. Venceu nas categorias de autor (Paulo Rogério Lopes), diretor (Leopoldo Pacheco), ator coadjuvante (Fernando Sampaio) e na categoria especial, pela técnica circense. Buster, O Enigma do Minotauro fica com os troféus de ator (Wanderley Piras) e figurinos (Oswaldo Gabrieli).
Milene Perez, de Zabumba, é a melhor atriz e Teca Pereira, de Canção dos Direitos da Criança, a melhor coadjuvante. Ilo Krugli ficou com o prêmio de cenógrafo por Entre o Céu e o Mar e a Cia. Truks ganhou na categoria grupo, pelo conjunto de trabalhos em 97 (Cidade Azul e Histórias com Desperdícios). Os cinco melhores infantis do ano são: Buster, Cidade Azul, O Pallácio não Acorda, O Rapto das Cebolinhas e O Vaqueiro e o Bicho Froxo.
No Rio, os melhores infantis são Papagueno, Tuhu - O Menino Villa-Lobos, Uma Professora muito Maluquinha, Quem Segura este Bebê e Orquestra dos Sonhos.

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