As armas em poder dos presos do Instituto Penal Paulo Sarasate, em Fortaleza, podem ter entrado no estabelecimento por via aérea. A hipótese de o armamento ter sido lançado por aviões foi aventada ontem pela secretária de Justiça do Estado, Sandra Dond. ‘‘Não existe nenhuma proibição de vôo sobre o IPPS’’, disse a secretaria. ‘‘Sabemos que ainda existem armas dentro do presídio.’’
Sandra Dond afirmou que não vai parar as buscas até encontrar o armamento dos presos. A operação ‘‘pente-fino’’ continuou ontem, mas nenhuma arma foi encontrada. O detento Vanderli Pereira de Paiva, o Fofão, homicida com 50 anos de prisão decretada, que tinha sido transferido para o Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO), onde passou apenas dois dias, retornou hoje para o presídio.
No IPPOO, Oliveira e mais dois transferidos (Francisco Ronaldo de Aquino, assaltante com quatro anos de prisão, e Juarez Rodrigues Martins, o ‘‘Baleado’’, homicida com 16 anos de reclusão) quebraram a cela e ameaçavam fugir. Eles ainda são acusados de causar revolta entre os detentos do Instituto Penal. Por causa disso, o diretor do IPPOO, Irandir Falcão, determinou o retorno de ‘‘Fofão’’ para o IPPS e a ida de ‘‘Baleado’’ e Ronaldo Aquino para o Manicômio Judiciário.
Os três são acusados de chefiar a rebelião da última quinta-feira, quando seis presos morreram, e de terem disparado no sábado, quando feriram quatro policiais. Duzentos militares continuam dentro do IPPS. Para manter a ordem no presídio, a secretaria trocou todo o sistema de trancas das celas, determinou o aprimoramento da iluminação interna e remanejamento das câmaras do sistema interno de TV.

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