Armas encontradas em cofre são irregulares
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de janeiro de 2001
Érika Pelegrino De Londrina 
A Polícia Federal de Londrina constatou que a maioria das armas apreendidas no cofre de César Sinigalha Alvares, 33 anos, londrinense que reside em Rolândia, é irregular. Segundo o delegado da PF, Pedro Paulo Figueiredo, as armas apresentam não possuem registro no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) e tiveram a numeração da série adulterada. Alvares foi preso no sábado passado com uma grande carga de armamentos pesados, explosivos e granadas que transportava para o Rio de Janeiro no ônibus da Viação Garcia, linha Campo Mourão-Rio.
O cofre foi apreendido pela PF na terça-feira na casa mantida por Sinigalha na casa da Rua Jundiaí, 134, onde funcionaria a sede do clube de tiro do qual ele é presidente. Dentro do cofre foram encontradas uma pistola Llama 9 milímetros, uma israelense Desert Eagle calibre 44, um revólver comum entre colecionadores, uma garrucha, uma pistola Imbel calibre 380, uma pistola Glock calibre 9 milímetros, um revólver Magnum calibre 44. A PF também apreendeu no local explosivos, cápsulas, projetéis e máquinas para recarga de munição.
Segundo o delegado da PF de Londrina, Pedro Paulo Figueiredo, ainda não foi encontrado nenhum registro das armas. Algumas delas, diz ele, constam no Sinarm como sendo de calibre 38 (revólver) mas possuem calibre 9 milímetros (metralhadora e pistola).
A PF começou a investigar os nomes de uma lista encontrada anteontem na casa onde Alvares morava em Rolândia. A formalização das investigações deverá ser feita a partir da próxima semana, quando a PF do Rio de Janeiro enviará carta precatória pedindo a investigação dos nomes e dos documentos encontrados.
O delegado deve entrar em contato hoje com a PF do Rio de Janeiro para que venha buscar todo o material apreendido armas, munições, materiais explosivos, documentos.
Sinigalha e o microempresário carioca Alexandre Rocha da Fonseca, 32 anos, que iria comprar o carregamento estão presos no Presídio Ary Franco, no Rio. O inquérito policial foi instaurado na Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Fazendários da Superintendência da PF, que investiga a participação de Alvares em esquema de tráfico de armas para o crime organizado naquela cidade.


