Tratamento estético ou terapêutico? Na verdade, os dois, quando o assunto é argiloterapia. Rica em minerais e oligoelementos, a argila é muito mais que apenas barro, e pode ser usada tanto por quem busca uma pele mais bonita e hidratada, quanto por quem quer alívio para doenças como enxaqueca e sinusite.
Em pó, devidamente misturado com água, ou em creme, a argila é uma grande aliada na reposição de oligoelementos, minerais em concentrações mínimas, mas que fazem diferença para o equilíbrio do organismo e que nem sempre são obtidos apenas com a alimentação.
A principal propriedade da argila, segundo a esteticista Yone Margarida Bichara, de Londrina, é a de absorção. ''Por isso, ela absorve o que precisa ser absorvido, desde a enxaqueca, até infecções'', afirma. São os minerais presentes na argila, segundo ela, que ajudam na melhor cicatrização e regeneração da pele - daí o uso em peles com acne. ''E ela é muito refrescante em processos alérgicos'', aponta.
Como tem ação desintoxicante e melhora a circulação no local onde é aplicada, também é bastante utilizada no tratamento da celulite. ''Para a redução de medidas, normalmente se associa termoterapia'', ressalta a esteticista Elzeni Maria Fonseca, de Londrina.
Elzeni lembra que, nas máscaras aplicadas no rosto, o que mais se busca é um tratamento para a pele, pela ação tensora. ''Ela ajuda a revitalizar a pele, diminuir a oleosidade e eliminar as células mortas, e é muito usada para peles 'sem vida' e sem brilho'', explica. Mas aplicada no rosto, ressalta a esteticista Regiane Yoshimoto Miya, de Londrina, também tem outra função. ''Como é desentoxicante, e ajuda na drenagem de líquidos, eu uso muito para casos de sinusite. Eu uso bastante na minha mãe. É ótimo. Dá uma boa aliviada nas crises'', afirma Regiane.
Segundo as especialistas, cada cor de argila tem uma origem e propriedades específicas (veja quadro). A verde, por exemplo, é rica em ferro e tem ação tensora. A branca é cicatrizante, e a rosa tem ação fortalecedora e clareadora. ''Elas são coloridas naturalmente, dependendo da camada do solo onde se encontram'', explica Yone.
A argila, apontam as esteticistas, também pode ser utilizada para tratamentos capilares. ''Como ela melhora a oxigenação no local, tem boa ação para quem sofre de queda de cabelo, se o folículo não está comprometido'', explica Yone. ''Utilizada no couro cabeludo, melhora a oleosidade'', atesta Elzeni.
A dolamita, segundo Yone, é ''prima'' da argila - uma rocha composta essencialmente de cálcio e magnésio, e é mais consumida via oral. ''Ela é comercializada como suplemento mineral e muito utilizada por quem sofre de artrite e artrose'', explica, lembrando que a substância também pode ser usada na forma de cataplasmas e está presente, como a argila, na fórmula de vários cosméticos.
Serviço: Elzeni Maria Fonseca e Regiane Yoshimoto Miya - (43) 3341-2774. Yone Margarida Bichara - (43) 3329-5757.

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