Buenos Aires, 21 (AE-AP) - O magnata Maurício Macri, presidente do Boca Juniors, fracassou em sua tentativa de implantar na Argentina um equivalente à Lei Pelé - adotada pelos clubes brasileiros. Em uma reunião que terminou na madrugada desta quarta-feira, na sede da Federação Argentina de Futebol (AFA), a maioria dos dirigentes recusou a proposta de transformação dos clubes em empresas, como vem ocorrendo no Brasil. Macri argumentava que a transformação dos clubes em sociedades comerciais seria a única saída para a crise financeira que assola o futebol do país. O dirigente, no entanto
enfrentou séria oposição de cerca de 80 dirigentes, de várias categorias do futebol argentino.
Até mesmo Julio Grondona, presidente da AFA, se mostrou contrário e acusou Macri, de "elitista e classista". O vice-presidente do Independiente, Juan Torres, disse que a transformação em sociedades comerciais não é a solução para os problemas do futebol. "Atualmente o Boca sobrevive com o dinheiro dos seus dirigentes", argumentou.

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