Os pára-quedistas lançados, ontem, em Três Barras, pontualmente às 10 horas, deslocaram-se de Florianópolis em cinco aeronaves. O comandante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, general João Francisco Ferreira, estava entre eles, completando seu 147º salto, nos 38 anos de Aeronáutica. Nas costas, a mochila pesando de 20 a 30 quilos com ração, água, munição, saco de dormir e outros apetrechos para passar as 48 horas, no meio do nada, aguardando a tropa do exército. Outros três saltos, no período da tarde, completariam o efetivo.
Também entre os pára-quedistas, estavam 15 argentinos que vieram participar da operação brasileira. O intercâmbio entre os países sulamericanos servem para integrar e manter o bom relacionamento entre as forças.
Outro diferencial da Operação Rio Negro é o uso de um abrigo subterrâeo contra ataques aéreos, que fica na sede do Cindacta 2, no bairro Bacacheri, em Curitiba. Nesse local, toda a atividade aérea do conflito simulado é gerenciada por radares, que transmitem imagens em tempo real. É nesse quartel-general, também, que fica o setor de inteligência da operação, onde é feito todo o planejamento das missões.(A.L.)

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