Belém - O superintendente em exercício da Polícia Federal no Pará, delegado Néder Duarte, deu prazo de dois dias para 13 argentinos adeptos da seita Lineamento Universal Superior (LUS) deixarem o País sob pena de deportação. Eles foram presos em flagrante ontem pela manhã em frente ao Tribunal de Justiça do Estado quando distribuíam panfletos à população de Belém e protestavam com faixas e cartazes contra o julgamento da líder da seita, a brasileira Valentina de Andrade, que será julgada na próxima segunda-feira.
Valentina é acusada pelo Ministério Público de liderar rituais satânicos em que crianças de Altamira foram torturadas, castradas e mortas entre 1989 e 1993. Segundo Néder Duarte, por estar com visto de turista, os argentinos não poderiam se ''imiscuir em problemas internos do Brasil''. Enquanto eles diziam nos cartazes que Valentina era inocente e pediam justiça, disse o delegado, tudo estava bem.
Quando passaram a atacar o Judiciário e a desacatar a promotora Rosana Cordovil, responsável pela acusação a Valentina no julgamento, os argentinos infringiram a lei brasileira, ainda mais depois de distribuir panfletos. Os argentinos acusaram a PF de arbitrariedade, dizendo terem sido vítimas de violência aos seus direitos. ''Nós apenas cumprimos a lei'', justificou o delegado.

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