Foz do Iguaçu, PR, 25 (AE) - O governo argentino criou uma nova polêmica na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú ao rever a decisão que suspendia temporariamente a cobrança de uma taxa dos turistas que entram no país. O presidente Carlos Menem havia cancelado a cobrança ontem, exclusivamente nessa faixa de fronteira, mas voltou atrás e manteve o pedágio. Empresários brasileiros e argentinos ameaçam interditar novamente a Ponte Tancredo Neves, que liga as duas cidades. Se ocorrer, este será o terceiro bloqueio em uma semana.
A manutenção do pedágio surpreendeu empresários, políticos e a imprensa argentina. O prefeito de Puerto Iguazú, Timóteo Llera, ainda comemorava a suspensão da taxa quando foi informado que o governo havia revisto a decisão. Ele deve liderar uma comissão de empresários da província de Misiones que tentará, em Buenos Aires, o cancelamento do pedágio, que havia sido suspenso pelo menos até as eleições presidenciais do próximo dia 16.
De acordo com a Câmara de Turismo de Puerto Iguazú, o fluxo de turistas na cidade caiu cerca de 70% desde o início da cobrança. A arrecadação é feita de segunda a sexta-feira das 19 às 7 horas do dia seguinte e aos sábados e domingos durante todo o dia. Táxis pagam PS$ 2, kombis e vans PS$ 3 e ônibus com até 25 passageiros pagam PS$ 5 (acima desse número o valor sobe para PS$ 10). O peso argentino está cotado a R$ 1,93 em Foz do Iguaçu.

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