Agência Estado
De Foz do Iguaçu
Depois de dois bloqueios temporários da Ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, o governo argentino suspendeu provisoriamente ontem o pedágio cobrado dos turistas que entram no país. Essa faixa da fronteira com o Brasil passou a ser uma área de exceção, já que nas demais a taxa continua sendo cobrada.
O presidente Carlos Menem cedeu às pressões de empresários, taxistas e perueiros brasileiros e argentinos, que esta semana fecharam a ponte por duas vezes em menos de 48 horas.
O governador da província de Misiones, Frederico Puerto, negociou anteontem o fim do pedágio. A cobrança, no entanto, foi suspensa só até as eleições presidenciais do próximo dia 16. Caberá ao novo presidente argentino a suspensão definitiva ou a volta da taxa na aduana integrada. O fluxo de turistas em Puerto Iguazú caiu cerca de 70% desde o início da cobrança do pedágio, há 11 dias, segundo a Câmara de Turismo local.
As agências de viagens de Foz transportam, em média, 80 mil turistas por mês para Puerto Iguazú. Cerca de 12 mil veículos passam todo dia pela aduana. A taxa vinha sendo cobrada tanto na entrada quanto na saída do país, de segunda a sexta-feira das 19 às 7 horas do dia seguinte, e aos sábados e domingos o dia todo.
Táxis pagavam dois pesos argentinos; Kombis e Vans, três pesos; e ônibus com até 25 passageiros pagavam cinco pesos (acima desse número o valor subia para dez pesos). O peso está cotado a R$ 1,93 nas casas de câmbio de Foz.

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