Argentina prolonga asilo político de Oviedo
Buenos Aires, 15 (AE-DOW JONES) - O governo argentino resolveu prolongar o asilo político do ex-general paraguaio Lino Oviedo, mas o fez uma última advertência de que não deve desenvolver atividades políticas na Argentina, informou hoje o ministro do Interior, Carlos Corach.
Simultaneamente, o candidato a vice-presidente da Aliança opositora, Carlos Alvarez, denunciou um suposta "manipulação fraudulenta" entre o presidente Carlos Menem e Oviedo para o pagamento de uma elevada soma às empresas que construíram a hidrelétrica bilateral de Yacyretá, sobre o Rio Paraná.
Segundo Alvarez, Menem não deveria seguir adiante com o pagamento de uma dívida cobrada pelas empresas que construíram a obra. As empresas afirmam que o Estado argentino deve pagar-lhes algo em torno de US$ 1,5 bi, enquanto que autoridades locais sustentam que a dívida não supera US$ 100 milhões.
Há alguns anos, o próprio Menem havia dito que essa obra, cujo custo fora cinco vezes maior que o previsto inicialmente, era "um monumento à corrupção". Oviedo, apesar de estar fora do governo paraguaio, vem sendo acusado por seus adversários de ter enriquecido com a construção da hidrelétrica.
A presença de Oviedo na Argentina gerou uma tensa situação com o governo paraguaio, depois que Buenos Aires rechaçou um pedido de extradição.
A situação piorou ainda mais depois de denúncias de que o ex-comandante do exército paraguaio participou no sábado de uma reunião política com cerca de trinta de seus partidários que vieram de Assunção, apesar de sua residência estar sob permanente vigilância policial.





