Washington, 26 (AE-DOW JONES) - O primeiro vice-diretor-gerente do FMI, Stanley Fischer, afirmou que o governo da Argentina ainda tem vários desafios sérios pela frente, na tarefa de fortalecer a economia do país.
"Mais progressos na agenda de reformas estruturais das autoridades são necessários para assegurar competitividade e crescimento econômico forte no médio prazo", disse Fischer a repórteres em Washington.
"É particularmente importante obter logo a aprovação e a implementação das reformas estruturais que estão sendo estudadas na área fiscal", acrescentou. Segundo ele, essas medidas incluem reformas na seguridade social, no setor financeiro e no mercado de trabalho, além de um novo acordo de partilha de receita entre o governo federal e as Províncias.
Indagado sobre se os estudos do governo argentino sobre a dolarização completa da economia não seriam um truque para desviar pressões do mercado, Fischer afirmou: "Eu duvido muito que seja um truque. Acho que essas questões são muito complicadas no nível institucional, mas nem um pouco complicadas no nível conceitual. É muito simples, o que precisa ser feito."
Ele disse acreditar que, caso o governo argentino decida adotar a dolarização, as negociações com o Departamento do Tesouro dos EUA e o Federal Reserve deverão ser complexas e demoradas.

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