Buenos Aires, 15 (AE) - O Secretário de Financiamento da Argentina, Daniel Marx, anunciou que negociará com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a ampliação do empréstimo de facilidades estendidas. Com isto, o empréstimo passaria dos atuais US$ 2,8 bilhões para US$ 5 bilhões. Marx disse que embora seja solicitado, o empréstimo não seria utilizado, pois permaneceria como um "fundo de contingência". Está previsto que uma missão do FMI, comandada por Teresa Ter Minassian chegue amanhã (16) à Buenos Aires.
Além desta ampliação, a Argentina tentará conseguir um "waiver" ("perdão") por causa da impossibilidade do cumprimento das metas fiscais com o Fundo: estava programado um déficit de US$ 5,1 bilhões, mas poderá passar dos US$ 6 bilhões.
Marx afirmou que no ano que vem o país terá que enfrentar vencimentos por US$ 12 bilhões de dívida pública, mas que o valor é "compatível" com o projeto de orçamento. O secretário também declarou que está sendo preparado um calendário de lançamento de bônus e letras do tesouro para o ano que vem para "proporcionar mais certezas aos investidores".
Segundo ele, existe dinheiro suficiente para atender as necessidades dos próximos meses, já que o governo anterior deixou o que denominou de "colchão financeiro" de ao redor de US$ 3 bilhões.

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