Buenos Aires, 12 (AE-DOW JONES) - O secretário das Finanças da Argentina, Daniel Marx, negou que o governo do país tenha dado ao JP Morgan e à Salomon Smith Barney o mandato para coordenar uma emissão de US$ 1,5 bilhão em bônus.
"Não há acordo formal. Nós estamos analisando os mercados junto com os dois bancos. Mas não há contrato formal, assim como não há quantias específicas, nem datas", disse Marx a repórteres pelo telefone.
Ele está em Londres, junto com outros integrantes do novo governo argentino, para reuniões com investidores. Ele recusou-se a dar outros detalhes sobre as conversações com os bancos, esclarecendo apenas que a próxima emissão de bônus argentina não será usada para cobrir dívidas das Províncias, como têm dito alguns jornais do país.
Marx também afirmou que o governo da Argentina já cobriu suas necessidades de financiamento para janeiro. "Já emitimos toda a dívida que queríamos. Par a o resto do primeiro trimestre, ainda precisamos de mais um pouco, mas temos tempo", acrescentou.
Sobre a volatilidade dos mercados, o secretário disse que "a Argentina está melhor do que outros países, embora ainda exista espaço para melhorias". Indagado sobre os temores de que o plano do governo de emitir mais títulos no mercado local possa limitar a capacidade do setor privado de obter financiamento, Marx disse que as pressões serão limitadas.
"Será menor do que em outros anos. Nós não estamos aqui para criar problemas para o setor privado, mas para colaborar", acrescentou.

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