Brasília, 8 (AE) - As restrições à importação de calçados para a Argentina devem começar amanhã (9), se o governo brasileiro não convencer os argentinos a rever a resolução que exige selo de qualidade dos sapatos brasileiros e licença de importação que levam 120 dias para serem emitidas.
Os argentinos não responderam à consulta feita na sexta-feira passada pelo subsecretário para Assuntos de Integração Econômica e de Comércio Exterior, José Alfredo Graça Lima, solicitando que a resolução fosse revista ou que fosse adiada a data de entrada em vigor da exigência de licenças de exportação.
Hoje o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Sebastião Rêgo Barros, entrou na negociação para tentar demover os argentinos da decisão que afeta as exportações de sapatos brasileiros. Até o fechamento dessa edição, porém, o embaixador ainda não havia conseguido resultados positivos.
Segundo o Itamaraty, os argentinos estão resistindo em modificar a resolução. O governo brasileiro espera conseguir, pelo menos, que as medidas burocráticas adotadas pelos argentinos comecem a valer daqui a 60 dias, prazo suficiente para que as primeiras autorizações de entrada de calçados brasileiros na Argentina comecem a sair. Caso contrário, as exportações do produto podem ficar paralisadas nesse período.
Além disso, o governo quer que o selo de qualidade, que deverá acompanhar os sapatos brasileiros, seja emitido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e não no país vizinho, como querem os argentinos.
Diplomatas brasileiros acreditam que as recentes medidas protecionistas adotadas pelo parceiro comercial servem para que o governo do presidente Carlos Menem ganhe crédito com os empresários argentinos até a eleição presidencial, marcada para outubro.Por Cláudia Dianni ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca corrige informação, no primeiro parágrafo. Por favor, desconsidere a enviada anteriormente.

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