Buenos Aires, 04 (AE-AP) - Apesar das versões segundo as quais o general golpista paraguaio Lino Oviedo violou as normas do asilo político concedido pela Argentina, ele não deve ser expulso do país pelo governo de Carlos Menem, informou hoje (04) o secretário de Segurança Interna argentino, Miguel Angel Toma.
O funcionário acrescentou, porém, que o Ministério de Relações Exteriores não tinha chegado ainda a nenhuma decisão formal sobre o caso de Oviedo - o que só ocorreria após uma reunião marcada para hoje à noite entre o chanceler Guido Di Tella, o ministro do Interior, Carlos Corach, e o chefe de gabinete de Menem, Jorge Rodríguez.
As autoridades analisariam no encontro se Oviedo infringiu as regras do asilo ao declarar que só deu golpes "por meio dos votos". Acusado de ter sido o autor intelectual da morte do vice-presidente paraguaio, Luis María Argaña, em março, Oviedo recebeu asilo da Argentina sob a condição de não fazer pronunciamentos políticos.
Também hoje, a chancelaria argentina queixou-se oficialmente ao governo paraguaio das declarações de funcionários e legisladores do Paraguai, que chegaram a chamar Menem de "sem-vergonha" por ter concordado em abrigar Oviedo. Ao mesmo tempo, o governo do Panamá desmentiu que estivesse negociando com funcionários argentinos a transferência de Oviedo para o país centro-americano.

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