Buenos Aires, 11 (AE-AP) - O governo do presidente Carlos Menem anunciou hoje (11) o lançamento de um programa no valor de US$ 600 milhões para a criação de 1,2 milhão de postos de trabalho.
O projeto, detalhado hoje pelo Ministério do Trabalho, prevê a redução das contribuições patronais, a concessão de crédito subsidiado às pequenas e médias empresas e compensações salariais temporárias, de modo a incentivar a contratação de mão-de-obra.
Na avaliação do Ministério do Trabalho, o projeto deverá beneficiar cerca de 10 mil pessoas por mês, o que até o fim do ano representaria cerca de 60 mil trabalhadores. O programa será financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e deverá privilegiar também setores como a agricultura, a construção civil e as empresas em dificuldades financeiras.
A iniciativa é uma resposta tardia aos altos índices de desemprego, que, de acordo com o relatório oficial do governo, estava em 12,4% da população economicamente ativa (PEA) em outubro de 1998, equivalente a 1,6 milhão de pessoas.
Coincidentemente, o programa foi lançado menos de 48 horas depois de o pré-candidato de Menem à presidência do país na eleição de outubro ter sido derrotado pelo principal rival do atual presidente, o governador de Buenos Aires, Eduardo Duhalde, também do Partido Justicialista.
Entre os economistas do setor privado, porém, a medida foi bem-vinda. "Esse tipo de programa costuma ser útil quando o objetivo é criar empregos", afirmou Nuria Susmel, da Fundação de Pesquisas Econômicas Latino-americanas (Fiel).
No entanto, observou, com a crescente onda de destruição do emprego e o aumeno dos índices de desocupação no país, há o risco de o programa não apresentar os resultados esperados. "É possível que o plano não seja tão eficaz."

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