Buenos Aires, 20 (AE-AP) - O governo argentino anunciou que indenizará o pai de uma jovem sueca que desapareceu durante a sangrenta repressão levada ao cabo pelos militares que governaram de 1976 a 1983.
Ragmar Hagelin, que é cidadão sueco, chegou ao acordo com o governo do presidente Fernando de la Rúa, com quem se reuniu na Suécia em 27 de janeiro, ocasião em que o chefe de estado o fez saber de sua intenção de alcançar um entendimento.
Sua filha, Dagmar Hagelin, desapareceu quando tinha 17 anos, depois de ser sequestrada na rua por um grupo de marinheiros, em 1977. Ela parece ter sido confundida com uma suposta guerrilheira. O ex-capitão-de-fragata, Alfredo Astiz, foi acusado de participar da operação.
A jovem teve o mesmo destino de milhares de outros desaparecidos, em sua maioria dissidentes e esquerdistas, durante o regime militar que comandou o país entre 1976 e 1983.
Hagelin, segundo a chancelaria, aceitou receber a indenização pelos "danos morais" causados pelo desaparecimento de sua filha e renunciou a qualquer outra ação contra o Estado argentino.
Não se sabe, entretanto, se a renúncia afetará a causa penal que busca o esclarecimento do caso e a punição dos responsáveis.

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