Montevidéu, 7 (AE) - O secretário de Política Industrial
Helio Mattar, disse agora há pouco, no Uruguai, que a Argentina flexibilizou ainda mais a sua proposta para se chegar a um acordo com o Brasil, sobre o regime automotivo comum do Mercosul.O secretário que ainda fazia contas durante o café da manhã, pouco antes de entrar para a reunião técnica, informou , entretanto, que ainda há grandes diferenças, como por exemplo: no conteúdo de componentes dos veículos fabricados na região.
Segundo Mattar, foi acertado um acordo, com conteúdo regional de 60 por cento, mas a Argentina quer que desses 60%, 30% sejam componentes nacionais do país. O Brasil propõe, 23%. Embora a diferença seja apenas de 7 pontos porcentuais, ela é expressiva, explicou Mattar, porque o risco é de que as indústrias argentinas não cheguem a este porcentual. Isto significa que eles querem atrair empresas do Brasil, isto é, uma transferência de empresas do Brasil para a Argentina. "Não é este o espirito de um acordo", afirmou Mattar.
Por sua vez o embaixador, José Botafogo Gonçalves, secretário geral da Câmara de Exportação, disse antes da reunião que o essencial do regime automotivo poderá ser negociado ainda hoje". E os detalhes do futuro regime automotivo seriam acertados com o futuro governo de Fernando de La Rua, que assumirá o cargo na sexta-feira (10). Os ministro Pedro Malan, da Fazenda e Alcides Tápias, do Desenvolvimento, chegaram agora há pouco e preferiram não falar. Deverão conversar com a imprensa mais tarde.

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