São Paulo, 21 (AE)- Brasil e Argentina decidiram na noite de ontem prorrogar, por um prazo curto, as atuais regras do regime automotivo dos dois países, segundo o jornal argentino Clarín. A secretária da Indústria argentina, Débora Giorgi, disse ao jornal que o atual regime será prorrogado porque as posições dos dois países continuavam muito afastadas e não seria sensato fechar um acordo para o regime automotivo comum que deverá vigorar nos próximos quatro anos no Mercosul.
O atual acordo para o setor expira no próximo dia 31. A partir daí, os veículos comercializados entre Brasil e Argentina pagam tarifa de importação de 35%. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) defendia a prorrogação do acordo por 90 dias se os dois países não chegarem a um acordo este mês. Giorgi não disse ao Clarín por quanto tempo o acordo seria prorrogado.
A secretaria da Indústria argentina disse que negociou por telefone durante todo o fim de semana com o secretário da Câmara de Comércio Exterior (Camex) brasileira, embaixador José Botafogo Gonçalves. Georgi afirmou que, se as negociações avançassem, "dependendo do que o Brasil disser nas próximas horas", ela e o vice-chanceler Horacio Chighizola deveriam viajar hoje ao Brasil.
De acordo com a secretária, na reunião realizada quinta-feira passada com representantes brasileiros na chancelaria argentina foram apresentados os documentos que o atual governo argentino herdou do ex-secretario Alieto Guadagni. O Brasil apresentou suas propostas e "comprovamos como as posições estão afastadas", disse Giorgi. "Por isso, passamos o fim de semana trocando propostas", afirmou.

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