Buenos Aires, 19 (AE) - O setor siderúrgico brasileiro e argentino estão chegando a um acordo para estabelecer cotas para a exportação brasileira de bobinas de laminados a quente para a Argentina. A proposta estabelece um prazo de cinco anos, e no primeiro as exportações brasileiras ficariam limitadas a 36 mil toneladas, chegando a 38 mil no segundo e 39 mil do terceiro ao quinto. Em 1998, o Brasil vendeu 35 mil toneladas de laminados a quente para a Argentina, de modo que as cotas permitirão um pequeno crescimento do volume de vendas para o país vizinho.
"Este é um acordo que está sendo feito entre as partes e estas já não são as propostas, mas o resultado da negociação"
explicou o secretário de Indústria e Comércio da Argentina, Alieto Guadagni. "Estas negociações são o melhor meio de resolver pendências antidumping", disse ele, referindo-se à possibilidade da Argentina suspender medidas de proteção que adotou em relação ao aço brasileiro. A proposta das siderúrgicas brasileiras ainda está sendo analisada do ponto de vista do preço, mas o secretário argentino mostrou-se confiante na conclusão do acordo. A idéia é que ao invés do preço mínimo de US$ 410 por tonelada, seja fixado um preço mínimo de US$ 325, acrescido de custos de frete.
Automóveis - O secretário confirmou que receberá na sexta-feira da próxima semana a visita do ministro do Desenvolvimento do Brasil, Alcides Tápias, quando voltará a ser discutido o regime automotivo.
Guadagni reiterou que a desvalorização dos preços no Brasil exige que se estabeleça um período de transição para que a indústria automobilística local não seja prejudicada. "Mas a transição não significa que vamos mudar a data de início do livre comércio, que continua a ser o ano de 2004", afirmou o secretário argentino.

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