Argentina e Brasil discutirão livre trânsito de trabalhadores
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Ariel Palacios, especial para a AE (assinatura obrigatória) 
Buenos Aires, 08 (AE) - O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, anunciou que a Argentina e o Brasil começaram a analisar o livre trânsito de trabalhadores dentro do Mercosul. O ministro Dornelles afirmou que não foram definidos prazos para o início do livre trânsito, mas que "é um assunto que terá que ser debatido a qualquer momento. Mas por enquanto não temos data definida". Segundo Dornelles, já existe um fluxo "informal", que "aumentará com a integração".
O ministro sustentou que a principal meta do governo brasileiro é o fortalecimento do Mercosul e que por isso nesta visita foram ativadas comissões nos dois países que começam a trabalhar na harmonização das leis trabalhistas e tributárias. Dornelles disse que duvida que possa surgir oposição a estes dois projetos. Segundo ele, "não haverá invasão de trabalhadores de um país no outro...".
Os dois ministros também conversaram sobre suas respectivas experiências na terceirização e trabalho temporário. Dornelles fez uma longa visita ao Serviço de Conciliação Trabalhista Obrigatória, o sistema encontrado pela Argentina para reduzir a burocracia nos processos da área.
A agenda de Dornelles incluiu uma reunião com Rodolfo Daer, o secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT). No encontro, ficou acertado que Daer irá ao Brasil, para estreitar laços com as centrais sindicais brasileiras. Além de sindicalistas, Dornelles também reuniu com empresários argentinos com interesses em investimentos no Brasil. Entre eles
o empresário Francisco Macri, que recentemente comprou o frigorífico Chapecó, e que lhe disse que a tendência é que os investimentos argentinos aumentem cada vez mais no Brasil.
Dornelles declarou que atualmente o índice de desemprego no Brasil é de 7,7%. No entanto, afirmou que o impacto desse índice é minimizado pela taxa de desemprego familiar, inferior a 2%. O ministro disse que não fazia estimativas sobre o índice de desemprego para este ano.


