A posição argentina de implantação a curto prazo da moeda única nos quatros países-membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) está sendo reforçada por recentes declarações do presidente Carlos Menem à imprensa. O peronista reinvindica um tratado para a institucionalização do bloco, semelhante ao Tratado de Maastricht que, em 1992, criou a União Européia.
Pela tese de Menem, a adoção de moeda única e a formação de um banco central comum fortaleceriam a economia da região e ajudariam no enfrentamento de crises agudas, como as do México, em 1994, a asiática, em 1997, e a da Rússia, neste ano.
Segundo analistas políticos argentinos, Menem teme que uma crise especulativa no Brasil afete o desempenho animador da economia argentina. ‘‘Hoje estaríamos em condição de ingressar no Maastricht. Mas não podemos entrar porque estamos na América e não na Europa’’, disse Menem em uma entrevista coletiva, da qual participaram jornalistas brasileiros.
Ao contrário dos diplomatas brasileiros, Menem acredita que a crise torna oportuna a adoção da moeda única. Entretanto, o presidente aceita negociar para mais tarde a integração monetária (proposta brasileira), desde que o Mercosul defenda, conjuntamente e junto a organismos internacionais, um controle internacional no fluxo de capitais.

mockup