Argentina ameaçou romper convênio de tráfego aéreo
Argentina ameaçou romper
convênio de tráfego aéreo
O acordo binacional que estabeleceu regras para os vôos sobre as Cataratas encerra um longo ciclo de ameaças do governo argentino. A última delas foi desencadeada em abril.
Alegando que os passeios aéreos provocam alterações nos hábitos de aves e animais do parque e prejudicam a qualidade da visitação, principalmente em consequência do barulho que os helicópteros provocam, o governo argentino ameaçou romper um convênio que unifica o tráfego aéreo nas fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina caso o serviço não fosse suspenso até 5 de maio. A restrição dos vôos é apoiada inclusive pela organização não-governamental Green Peace.
Se essa advertência se concretizasse, inviabilizaria pelo menos parte das operações dos aeroportos internacionais de Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú (Argentina) e Ciudad del Este (Paraguai).
Boa parte das aeronaves que utilizam esses aeroportos invadem o espaço aéreo dos países vizinhos em suas manobras.
A ameaça provocou reações dos dois lados. Durante encontro realizado no Rio de Janeiro, em abril, os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Carlos Menem decidiram criar a comissão binacional para resolver a questão.
(Valmir Denardin)





